Voos de Helicóptero serão Monitorados

Os Helipontos do Rio de Janeiro serão monitorados. Já são dois Helipontos autuados por irregularidade na licença de operação.

O governo do Rio de Janeiro e autoridades responsáveis pelo espaço aéreo tomaram uma decisão nesta quarta-feira (16) em dar início ao acompanhamento visual dos voos panorâmicos particulares, que são realizados principalmente na região Sul do estado.

O objetivo é verificar o impacto sonoro e a rota realizada pelos helicópteros, atendendo a reclamação representada por 20 associações de moradores da região. Esses moradores mostram grande insatisfação em relação à quantidade de voos e o barulho que é produzido pelos helicópteros na região. Com base nas informações obtidas pelo investigamento das autoridades, serão colocadas em prática algumas medidas para controle ambiental.

Em reunião, com a participação de 35 pessoas, o secretário Carlos Minc informou que no dia 15, fiscais do Inea fiscalizaram quatro helipontos da Zona Sul, onde dois deles, tinham licença para operar.

Os Helipontos no Mirante Dona Marta e no Morro da Urca, foram autuados por não terem licença. Os donos dos Helipontos receberam o prazo de 72 horas para requerer a licença de operação, correndo o risco de não serem concedidas. Os pedidos de licença serão analisados,  levando em conta “detalhes da operação dos voos, como rotas e alturas por área da cidade, que possam prejudicar a qualidade de vida dos moradores”.

Esta medida foi decidida durante uma reunião, nesta quarta-feira, do secretário do Ambiente, Carlos Minc, da presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, além de representantes de empresas de voos turísticos de helicópteros e autoridades pelo controle do espaço aéreo.

Fiscais do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e do Instituto Chico Mendes (ICMBio) farão o acompanhamento dos voos durante duas semanas, a começar pelo entorno do Morro do Corcovado.

Durante o protesto no início do mês, uma moradora chegou a comentar que “o barulho dos helicópteros tira o sossego nas áreas urbanas e afeta os animais da Floresta da Tijuca, um parque nacional com características únicas no mundo”.

Vamos ter a a Rio+20 e convivemos com essa vergonha.” , reclamou a jornalista Liana Fortes, moradora do Jardim Botânico. para limitar o incômodo causado aos moradores, especialmente os dos bairros do Jardim Botânico, Humaitá, Botafogo e Urca.

Para o secretário, após ouvir todas as partes, “o problema é muito sério”. Na reunião desta quarta-feira os representantes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil informaram que, após encontros com associações de moradores da região, decidiram fazer alterações nos voos que saem do seu heliporto na Lagoa Rodrigo de Freitas: os helicópteros passaram a decolar em maior altitude: de 800 a mil pés, subiram para 1.200 e 1.500 pés. Além disso, os voos estão passando, em sua maior parte, pela orla marítima, salvo em casos emergenciais.

Após as duas semanas de monitoramento, as autoridades da SEA e do Inea estudarão medidas que possam ser adotadas para disciplinar o setor, como mudanças de rotas, frequências e altitudes de voos.

Além disso, o secretário do Ambiente disse que vai estudar com os responsáveis pelas empresas aéreas a possibilidade da troca dos helicópteros, a exemplo do que foi feito por companhias que operam no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Paraná: para diminuir o ruído dos voos turísticos, as empresas passaram a utilizar helicópteros mais silenciosos, sem o rotor de cauda exposto.

Fonte: Globo

Pin It

Deixe uma resposta